Vigilância Sanitária faz operação para recolher amostras de carnes em Três Lagoas

Técnicos vão vistoriar supermercados e analisar condições de produtos, nesta sexta-feira (24)

Técnicos da Vigilância Sanitária Municipal vão percorrer supermercados e estabelecimentos comerciais de Três Lagoas, a partir desta sexta-feira (24), para recolher amostras de carnes e embutidos. O objetivo é verificar as condições dos produtos após a operação Carne Fraca, da Polícia Federal, que investiga a adulteração e venda de carne estragada. Analisar também se os produtos são de marcas de empresas envolvidas na investigação, como JBS, BRFe Peccin. 

O material coletado será encaminhado para o Laboratório Central de Mato Grosso do Sul (Lacen), que realizará análises microbiológicas, físico-químicas e de aditivos. Os primeiros laudos devem ficar prontos em 10 dias. “Vamos verificar se há alguma contaminação por micro-organismos, composição do produto, detectar existência de corpos estranhos no alimento, análise da cor”, explicou a coordenadora da Vigilância Sanitária, Maria Aparecida de Oliveira. 

Os produtos com amostras insatisfatórias, com validade vencida e armazenados em temperatura inadequada, por exemplo, serão retirados de circulação e o laudo enviado ao Ministério da Agricultura para que tome providências quanto às indústrias. Ao JP News, a coordenadora disse que vai montar a equipe de fiscalização na tarde desta quinta-feira (23) para iniciar os procedimentos na sexta. 

Entre os produtos que deverão ser vistoriados estão amostras de carne resfriada embalada a vácuo e de carne moída industrializada, salsicha, linguiça, salames e outros. A determinação para que seja realizada a fiscalização foi feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a todas as cidades do estado. Por meio de nota, o órgão informou que todos os municípios devem fazer o monitoramento dos produtos “objeto de denúncia”.

Operação

A investigação da Polícia Federal, deflagrada no país no último dia 17, apura o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) em um esquema criminoso para liberação de licenças, fiscalização irregular de frigoríficos e também adulteração de carne vencida. A polícia descobriu que os frigoríficos envolvidos no esquema criminoso “maquiavam” carnes vencidas com ácido ascórbico e as reembalavam para conseguir vendê-las. Foram apontados na operação os frigoríficos JBS, dona de marcas como Big Frango e Seara, e a BRF, detentora das marcas Sadia e Perdigão. 

Por meio de nota enviada à imprensa, o grupo JBS destaca que adota “rigorosos padrões de qualidade” para garantir a segurança alimentar de seus produtos. “A companhia repudia veementemente qualquer adoção de práticas relacionadas à adulteração de produtos – seja na produção e/ou comercialização – e se mantém à disposição das autoridades com o melhor interesse em contribuir com o esclarecimento dos fatos”, diz o texto.

A BRF informou, também por meio de nota, que está colaborando com as autoridades para o esclarecimento dos fatos.Segundo a empresa, não á riscos para os consumidores.

Fonte: JPNEWS/Kelly Martins
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